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Mostrando postagens de Dezembro, 2016

Política e Tragédia

A política é uma atividade eminentemente trágica. Em anos de convivência com políticos, aprendi que poucos percebem ou sabem lidar a seu favor com esta grande - talvez a mais importante de todas - questão humana. Na teoria política, a não um punhado seleto de autores, se bem lidos, ajudam na elucidação deste enigma. Há um grande silêncio a respeito. Saber que a política é uma atividade trágica, aliás, vem a ser o mais forte dos argumentos em defesa da alternância de poder. Mas quem quer saber? Entenderam?

Tópicos para 2017

Previsões de 2017: 1) A preço de hoje, a principal aposta da elite dominante é persistir tapando os buracos da pinguela e segurar o andor do caixão do governo Temer, se possível, até 2018. Mas o roteiro pode mudar, até rapidamente, no decurso de 2017. 2) Ainda não se sabe direito o que fazer da candidatura de Lula, embora os instrumentos de criminalização e impedimento estejam postos. Mais que postos, azeitados. A questão é que, contraditoriamente, a candidatura de Lula mantém um índice mínimo de legitimidade do sistema político. Por seu turno, o impedimento eleva à potência máxima a deslegitimação do mesmo sistema político.
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Desistam financistas, rentistas e tucanos: a proposta de eleições indiretas orbita num grande vazio. Não existe do bloco no poder, hoje, uma única liderança com o mínimo de legitimidade de encarar este cálice envenenado. FHC, previdente, já percebeu o vazio.  Ninguém entre os tucanos ou aliados no bloco dominante se credenciou a desempenhar um papel de coesão …